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Scania oficializa venda de caminhões a Gás

Na contramão do que apostam outros fabricantes, a Scania informa que em outubro, na Fenatran, começará a aceitar pedidos para seus modelos movidos a GNV (Gás Natural Veicular), Biogás e GLP (Gás Liquefeito de Petróleo). Essas novas opções começarão a ser produzidos em março de 2020, no Brasil.

Experiência e resultado

Na Europa, já são mais três mil caminhões rodando com esse combustível, dando todo o Know how necessário para começarem com os testes por aqui. Silvio Munhoz, diretor Comercial da Scania do Brasil afirma que a diferença de 30% a 35% no investimento inicial, quando comparado com um modelo a diesel, é rapidamente absorvida, e o ganho financeiro e ambiental são significativos. “Quero mostrar para o cliente a redução de 15% no custo operacional após aproximadamente dois anos e meio de operação. Como o caminhão vai durar mais ou menos sete anos, ele terá três anos e meio de lucro adicional gerando caixa para investimentos adicionais, além dos benefícios ambientais na emissão de CO2, que estão na ordem de 15% com o GNV e 90% no Biogás”.

Questionado com relação a infraestrutura de abastecimento ele revelou: “estivemos em uma reunião com uma grande distribuidora de combustíveis na semana passada. O investimento prioritário deles agora é a popularização e pulverização de gás natural e gás liquefeito. Outra empresa está terminando a maior planta de biometano no mundo que está sendo construída no interior de São Paulo, esses e outros investimentos já estão acontecendo. Então, não temos mais a preocupação com relação a distribuição de combustível”. Isso certamente trará mais segurança para aqueles que enxergam, no gás, uma solução sustentável.

Veículo

Estarão disponíveis motorização de 9 litros com 280 cv e 340 cv e de 13 litros de 410cv. A tara é a mesma do diesel, a diferença é a distância de entre eixos que é maior para caber os tanques que trazem maior autonomia. Motoristas dizem que o cavalo sendo mais longo melhora e muito a estabilidade, mais um ponto positivo. Existem outras opções da Scania com chassi mais curto com tanques de gás menores, mas que diminuem a distância de rodagem. Tudo depende da aplicação. Outo importante ponto é que ele pode rodar com GNV ou Biometano, ou a mistura dos dois. A eletrônica faz a leitura do combustível e muda o mapeamento do motor, adequando-o para obter o melhor desempenho. Ainda terá a opção do gás liquefeito, para operações de longa distância.

Capacidade x distância

Equipado com oito tanques de 18 litros, tem capacidade técnica de 236 m3 (a temperatura ambiente de 25º C em média na região influência diretamente na quantidade de gás que pode ser abastecido), além da infraestrutura que o posto oferece, outro fator importante na capacidade de abastecimento, é possível abastecer no interior de São Paulo aproximadamente 190 m3. Nessa configuração, os tanques garantem uma autonomia média de 550 km. Essa distância também sofre variações conforme a qualidade e topografia da estrada, entre outros fatores.

Com os 236 m3 que os tanques têm a capacidade de abastecimento, seria possível rodar entre 700 km e 730 km. Segundo Leonardo Menezes, gerente de Teste de Campo, “a temperatura ideal para abastecimento de um veículo a gás é de 15º C, assim conseguimos abastecer 100% da sua capacidade”. O executivo apresenta outros pontos que podemos creditar à infraestrutura e que influenciam na rapidez e capacidade de abastecimento: “na Europa, os postos utilizam compressor de 1.500 Kg Joule e aqui no Brasil os cerca de 2.000 postos que tem condições de abastecer veículos a gás, utilizam compressor de 750 kg joule. Para abastecer os tanques são utilizados os mesmos bicos utilizados em automóveis, que são classificados como ABNT 1 ou NGV 1. Temos também uma opção que utilizam na Europa, ele tem uma vazão maior, que aqui seria equivalente ao ABNT 4 ou GNV 2”. Leonardo informa ainda que os veículos saem de fábrica com os dois bicos, caso o transportador tenha estrutura própria para abastecimento e preferir a opção europeia. Para atingir distâncias maiores, Munhoz dá a opção do gás liquefeito, que, com a mesma capacidade de abastecimento, mais que dobra a autonomia.

Na prática

Um modelo equipado com a cabina R de 410 cavalos, com tração 6×2, está rodando desde outubro de 2018 na Morada Logística, empresa que faz a logística da Citrosuco. O caminhão já rodou 110 mil quilômetros fazendo a rota Matão, interior de São Paulo, sede da empresa, até o Porto de Santos, no litoral paulista. A Citrosuco é uma antiga parceira da fabricante no desenvolvimento de soluções para o transporte. Este modelo está apto a rodar com o GNV ou Biogás, mas no teste foi utilizado apenas gás. André Leopoldo, diretor-Geral da Morada Logística, ressalta a alegria de fazer parte da maior mudança que já ocorreu na utilização de combustível alternativo e que deve mudar a história do transporte. “Neste quase um ano que estamos rodando com o veículo não tivemos nenhum problema mecânico. Somente são feitas as paradas periódicas recomendadas pela Scania. Em rendimento, não há diferença entre esse caminhão e um modelo igual a diesel, há apenas uma adaptação por parte do motorista na maneira de condução. Observamos também uma grande redução de ruídos do motor, mas o principal resultado foi a economia de quase 15% no real por quilômetro em abastecimento de combustível”.

Novos testes

Um modelo G 410 XT com tração 6×4 entra em operação em uma das usinas da São Martinho, que é um dos maiores produtores no mercado sucroalcooleiro. Esse teste será com o primeiro caminhão movido a biometano em ambiente fora de estrada no Brasil e contará com a parceria da empresa ZEG (Zero Emission Generation) que pertence ao grupo Capitale. Carlos Jacob, diretor de Inteligência de Mercado da ZEG esclarece: “toda essa revolução da mobilidade só faz sentido se estivermos trabalhando com energia renovável.

Estamos construindo uma planta em Sapopemba, SP, com capacidade de produzir 90 mil m3 de biogás e estará em operação até o final do primeiro semestre de 2020. Lá, utilizamos tecnologias para extrair um valor energético do metano que hoje é lançado na atmosfera. Hoje, retiramos de aterros sanitários que teriam uma decomposição natural e iriam jogar o metano na atmosfera e transformamos no que chamamos de GásBio”. Jacob ainda enfatiza: “com o GásBio conseguimos uma redução de até 90% de CO2, então, a cada 300 km rodados com um caminhão, representa o mesmo se tivéssemos plantado uma árvore”. Ele ainda prevê investimentos no interior do Brasil, principalmente na rota da soja.

Paulo Gianesini, da engenharia de Pré-Vendas esclarece: “o melhor diesel é aquele que não é queimado. Para cada litro de diesel deixamos de emitir 2,6 quilos de gás carbônico na atmosfera. Por isso que o caminhão a gás deixou de ser uma alternativa especial e passou a fazer parte do portfólio de vendas”. Segundo a fabricante, este ano ainda entrarão em operação mais três unidades para novos testes, dois em longa distância e um na coleta de lixo.

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